sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Tudo o que é preciso saber


A primeira vez que eu vi o livro já não me lembro. Já tinha ficado interessada. Mas a última antes de comprá-lo foi na biblioteca da FLUL, pertencente ao meu querido Well. Ele o estava usando para estudar para a cadeira (disciplina, nestas terras de cá) de Artes Contemporâneas. Folheei para variar e fiquei a observar a capa. Lembro-me da minha professora de Português no Colégio Santo Agostinho, a Vera Lopes, por uns temida e odiada, por outros amada. Nunca o meio termo. Eu fazia parte dos que a amava, apesar de ser a revoltadinha da turma. Ela disse algo que nunca me esqueci: antes de abrirmos um livro, deveríamos primeiro sentir seu cheiro, saboreá-lo, nos apaixonarmos pelo livro, porque assim a vontade de ler fica maior. Boa didática essa, porque nunca me esqueci e é exatamente o que eu faço antes de ler qualquer livro. Pois bem, já apaixonada pela parte de fora, resolvi apaixonar-me pelo que tinha dentro. Resolvi comprar o livro. Existem pessoas que têm compulsão por sapatos, outras por salão e roupas, outros têm por vacas. A minha compulsão são os livros. Por pior que seja a minha condição financeira de estudante desempregada no estrangeiro, não resisto a um livrinho. Principalmente porquê aqui os livros são baratos. Mesmo. Ainda mais na época dos saldos. Paguei 9,90€, o que em Real são por volta dos 30, dependendo do câmbio. Claro que o preço dele no Brasil é outro, mas não vou contar aqui: primeiro devemos nos apaixonar pela capa e conteúdo. Fui na Fnac para comprar mas já estava esgotado, em todas as Fnac de Lisboa. Best Seller. Na Bertrand do Campo Pequeno também não mais havia e eu estava quase desistindo quando, na quinta feira, fui ao Rossio almoçar com o Well e o André e resolvi entrar naquela simpática livraria Oficina do Livro onde encontrei. A tradução daqui é "Cultura, tudo o que é preciso saber", no Brasil é "Cultura Geral, tudo o que se deve saber" e o título original é "Bildung. Alles, was man wissen muss". O autor é Dietrich Schwanitz, um professor alemão de literatura inglesa que resolver definir cultura como nunca ninguém fez e conseguiu. Comprei-o na quinta-feira como presente de final de semestre. Terei duas semanas de férias portanto pensei que seria possível lê-lo neste período. Acontece é que eu não consigo parar de ler, é muito bom!! Provavelmente vou ter que arrumar outra coisa pra ler daqui a uns dias. A leitura é ótima, a escrita não é cansativa nem metida à besta. Achei esta crítica sobre o best-seller. Esse não pode faltar na coleção de ninguém. Divirtam-se.

4 comentários:

  1. Seu blog é apaixonante!

    Beijo com saudades....

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  2. Primeiramente, obrigada pela ENERGIA POSITIVA que passou com as suas palavras, eu simplesmente amei!

    Sou uma mulher de fases... as vezes gosto mais de livros, as vezes mais de filmes... ja ha algum tempo os filmes vem sendo meu psicotrópico, como escrevi num post de 22/01/09.

    Gosto demais de dicas de livros e filmes, como já te disse, vou anotar o nome desse.

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  3. Já estou procurando o Livro. Sou como a senhorita. Compulsão por Livros. :) Abraço,

    R.Vinicius

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  4. Amiga, olhei agora na Saraiva pois me deu vontade de ler.
    Custa 82,30!
    Choquei!

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