domingo, 31 de maio de 2009

O calor


Inspirada no blog da Cris, o Cafofo, resolvi fazer uma homenagem à falta de assunto que anda me assombrando ultimamente. Ela diz que quando não temos assunto, devemos conversar sobre o tempo. Na minha terra, também dizemos que quando você não tem nada pra falar, você fala sobre o tempo. Não é o mesmo na Alemanha, por exemplo, onde isso é, provavelmente, o assunto mais importante - pensem, quando se mora num lugar onde o clima é horrível, falar sobre se ele vai melhorar ou não, pode ser something. Aqui em Lisboa o tempo só é assunto no inverno, para reclamar. No verão reclama-se que está quente demais - mas aí todo mundo vai à praia e fica tudo bem.

O fa(c)to é que, para mim, o calor está assustador nesta Krida Lisboa (entre 30º e 35ºC) e eu não tenho vontade de fazer absolutamente nada. Ontem fui à praia. Hoje queria ir também mas esse era o meu cleaning weekend e sei que se não fizesse isso hoje, never more, baby.

Claro, precisaria também estudar. Tenho somente mais quatro semanas de aula, dentro das quais faço provas finais e, então, férias. Mas o calor é tanto, que derreteu meu cérebro e serei incapaz de pensar nos mais antigos documentos em português muito menos em área de Wernicke (a propósito, o calor deve ter afe(c)tado a minha área de Broca, porque não consigo produzir nada...)

Você deve estar pensando: "Como assim uma brasileira está morrendo de calor em Lisboa?" Pois. Acredite. O calor aqui é muitíssssssssssssimo diferente do que faz em Belo Horizonte. (Ou mesmo na Bahia.) Qualquer pico de temperatura lá, chove. Aqui, qualquer pico de temperatura, é prato cheio pra fazer mais calor ainda.

Quando a minha mãe veio me visitar aqui no ano passado, no sufocantemente quente mês de Agosto (mesmo assim, dizeram-me alguns Lisboetas que "eh, pá, isso não é nada! O verão de 2008 nem foi tão quente assim!") ela ouviu da boca de uma senhora, quando passeávamos pelo lindíssimo Castelo de São Jorge: "esse calor é igual a calor de torradeira. Vai esquentando de dentro pra fora." A sorte do pão quando está na torradeira é que ele pode pular pra fora e esfriar. Aqui, pra arrefecer, só se passar o dia todo na água mesmo.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Querido U



Através da dica da minha querida amiga Flavinha cheguei a este video. 
Fantástico!
Überspannt ;-)

terça-feira, 19 de maio de 2009

Our moon

Sometimes I lose my way home
I fell like no matter what
I'm a wrong tone

I should try to fly to you
To be by your side and love,
And no longer I would feel like I do

But across the lines of my way
I see; it's always there
The answer; the reason why

Our yellow, sparkling and full MOON
the one that comforts my heart
And tells me everything will be fine, soon

I know you can see the moon that I see
Our love is so sweet
I know and I can fell, you are here with me!

Esse poema eu escrevi no ano passado, quando eu e o Radek passamos por um período super difícil, onde quase não podíamos nos encontrar por falta de "tempo" para voar... 
Hoje, dentro de no máximo uma hora, ele estará chegando na minha casa aqui em Lisboa. É inacreditável como o tempo faz as coisas acontecerem. Agora não ficamos sem nos ver por mais do que um mês. Posto esse poema como uma homenagem àquele tempo que foi difícil mas que nos uniu sempre mais. Que venha a próxima, ensolarada e muitíssimo bem acompanhada semana.

domingo, 17 de maio de 2009

Sleepy feeling

terça-feira, 12 de maio de 2009

Uma pausa para descanso



Uma semana de férias em Lisboa mesmo, mas na companhia de uma grande amiga, a Sonja. 
(por isso não postei nada)

Amigos por perto acalentam o coração.

Danke für unsere super schöne Woche!

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Toda criança tem uma estrela dentro do coração.

Ando super nostálgica esses dias, desde que soube que a casa da minha vó foi destruída. Acho que é natural a nostalgia, mas quando estamos longe de casa (quer porque queiramos, quer não) os sentimentos aparecem crescendo em escala exponencial. Hoje, passeando pelo youtube, encontrei o vídeo abaixo que, mesmo quando era uma criança, chorava ao assistí-lo. Agora chorei ainda mais. No youtube tem várias versões do vídeo, sendo o jingle a única coisa da época, no caso, the 80's. Abaixo segue aquele que eu considerei mais emocionante (leia-se: aquele com o qual mais chorei).




Parafraseando a minha irmã: adultecer dói.