Tenho um amigo que, ao me conhecer, pensou que havia encontrado uma cult cinéfila, que só assistia Almodóvar, Kubrick e cia. Coitado. Ao primeiro sinal de conversa cinéfila, já fui logo soltando:
- Olha, desculpe a ignorância, mas eu AMO comédia romântica.
O que não significa que eu também não assista filmes cult. Mas só, por favor, não me venha com filmes de terror.
Esse fim de semana fui ao cinema com o Radek e uma (já!) amiga austríaca, muito fofa e que fala português deixando qualquer mineiro de boca aberta, a Burgi. Ela nos convidou para ir ao cinema e depois dançar música latina. Um programa interessantemente diferente. Então fomos.
O Radek, que estava com sono, disse gostar da ideia porque, então, ele poderia dormir enquanto eu me esbaldaria de tanto chorar com o beijo no final. Mas não foi bem assim. Era uma comédia romântica. Mas não era uma história de amor. Não me venham perguntar da produção, dos diretores, muito menos dos atores. Mas do alto do meu pequeno(!) poder de crítica cinematográfica acredito ser essa uma produção americana tentando dar uma europeizada. Além disso, os atores eu desconhecia. Mas assim que o filme começou, eu e a Burgi percebemos que o ator principal era super conhecido, mas como ator infantil. Conseguia vê-lo perfeitamente quando criança, mas não lembrava nem o nome nem os filmes que ele fez. Por fim, o filme foi ótimo para um fim de semana tranquilax e com aquela ideia de esperança que dá vontade de seguir a vida em frente, apesar dos pesares.
Mas o melhor de tudo, mesmo, é a trilha sonora do filme. Vale a pena conferir - e comprar o CD, claro. Eu já "comprei".

