quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

As amazonas


A língua homenageia guerreiras pra lá de feministas. Armadas de arco e flecha, elas enfrentavam os inimigos montadas em cavalos. Os outros povos as chamavam de amazonas. Sabe por quê? Em grego, mazos quer dizer seio. A significa não. Coladas, as duas partes dão o recado. Amazonas são mulheres sem um seio.

Elas arrancavam o peito direito pra segurar melhor o arco. No país delas, homens não tinham vez. Mas, uma vez por ano, eles podiam entrar na cidade. Aí, namoravam à beça. Nove meses mais tarde, nasciam bebês. As meninas ficavam com as mães. Os meninos tinham outro destino. Ou eram entregues ao pai. Ou eram assassinados.

Lá pelo século 16, Francisco Orellana descobriu o norte do Brasil. Quando chegou perto de um rio muiiiiiiiiiito grande, foi atacado por guerreiras montadas a cavalo. Lembrou-se, então, das amazonas gregas. É por isso que o Rio Amazonas se chama Amazonas. E mulher que monta em cavalo é amazonas.
Dad Squarisi, Jornal Estado de Minas de 06.01.2010

Segundo o Houaiss:

do mitônimo gr. Amazôn,ónos 'amazona', designativo de um povo supostamente só de mulheres, prov. de orig. iraniana, cuja localização foi atribuída, sucessivamente, ao Ponto Euxino, à Cítia e à Líbia; por etim. popular gr., a pal. foi relacionada com o gr. mazós 'seio', dando ao a- inicial o valor de privativo, donde a noção de 'sem seio(s)', isto é, 'guerreiras que amputavam o(s) seio(s) a fim de melhor guerrearem'.

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