sábado, 23 de janeiro de 2010

Der Schrei

Eu o conheci por intermédio das aulas de cultura e arte (que eram chamadas de "Português") no Colégio Santo Agostinho. Aluna aplicada que sempre (sic) fui, repeti o 1º ano do colegial. As culpadas foram a Biologia (e a velha chata que a ensinava) e a Matemática (que nenhum professor nunca conseguiu me ensinar...). Se essas matérias eu havia de reaprender, das outras matérias eu tirei um ano de férias e fui escrever poesia. Tinha, claro, um "muso". O nome dele eu custei para lembrar, Guilherme, mas ainda não consigo lembrar o sobrenome do dito-cujo professor de português que passeava pos meus sonhos adolescentes... O que importa é que o tal do muso-Guilherme nos ensinou muita arte e, particularmente, nos mostrou um quadro pelo qual também me apaixonei (Oh, eu que me apaixonava a torto e à direita naquela época...). O quadro se chama "O Grito", e ilustra exatamente a vontade que eu tinha quando embriagada (e como!) pelos hormônios juvenis: gritar até por tudo para fora.

Na mesma época quando se fez certo que eu estava deixando o Brasil para passar uma temporada "nazoropa", li em algum lugar que o quadro do Munch havia sido reencontrado algures e que estava novamente à disposição do público no museu em Oslo. Eu imediatamente prometi para mim mesma que iria até Oslo única e exclusivamente para vê-lo. É claro que isso, mesmo depois de 2 anos e meio, não se tornou realidade.

E não é que as coisas nesta vida acontecem quando têm que acontecer?

Assim que me mudei para Viena, em agosto passado, vi um outdoor de toooooodo tamanho anunciando uma exposição que começaria em breve no museu Leopold: "Edvard Munch and the Uncanny in Art". Meu Deus! Inacreditável.

E assim foi. Depois de alguma pequena enrolação, finalmente ganhei como presente de aniversário da Mariana a entrada para o museu e fomos, DOIS DIAS ANTES DA EXPOSIÇÃO ACABAR. Antes tarde do que nunca, a verdade é que o meu amado Der Schrei me "surpreendeu" um pouquinho... mas se mesmo La Gioconda pode ser pequenina, porque O Grito não seria? O que importa é o que sai dali de dentro.















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