segunda-feira, 31 de maio de 2010

Nossos heróis morrem

“Eu confesso que fiquei abalado com a morte de Dennis Hopper. Às vezes eu estava vendo um filme aparentemente recente em que ele aparecia na TV e clicava naquele comando que mostra a sinopse do filme para ver em que ano rodou. No último que vi – nem lembro o nome – achei que ele estava OK. O Mario Bortolotto, em seu texto na Folha e S. Paulo, conclui que “nossos heróis estão morrendo…”. É verdade, os heróis também morrem. Aquela turma toda anda morrendo. Os caras que nos fascinam desde a nossa juventude. Eu lembro perfeitamente, nos meus vinte anos, do domingo ensolarado em que foi anunciada a morte de Picasso. Ele tinha 93 anos. Mas eu fiquei chocado. Que sacanagem é esta? Ele não era mágico? Ele não era super-homem? Ele não pintava três quadros por dia? Ele não era Picasso? Como Picasso podia morrer?
Este é o grande enigma da existência. Nossos heróis morrem. O velho e maravilhoso maluco Dennis Hopper morreu. Todo mundo morre. Até o Picasso morre.” (Ivan Pinheiro Machado)

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