quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Aprendendo a cozinhar

O inverno chegou, a pressão do ar mudou e estou super cansada porque, afinal, o inverno é feito para hibernar. Mas não só hibernar: é feito para cozinhar (e comer) também! Para tentar aliviar um pouco o stress, resolvi cozinhar uma coisa um pouco mais elaborada, mas também não tão fora dos padrões dietéticos semanais (atuais rsrsrs), e também nem tão difícil assim. Suflê de courgette. Para ficar mais bonito. Porque dizer que, na verdade, isso é um mero suflê de abobrinha é desumano.








No meio da bagunça do ato de cozinhar, me veio à memória uma enxurrada de lembranças. A primeira, claro, não podia deixar de ser, foi a forma como eu aprendi a cozinhar. Era talvez 1998 ou 99, meus pais estavam "pobre, pobre, pobre de marré, marré, marré" e não tinham como pagar a empregada. Convocada a reunião familiar, ficou decidido que eu ia cozinhar e lavar os banheiros, e a Letícia ia varrer, passar pano e lavar a louça. Juro, eu preferi assim. Odeio, de todas as maneiras, varrer, passar pano e lavar louça. Meu negócio é bagunçar... Por isso, prefiro o banheiro; rapidinho – tchá, tchá, tchá – e ir para a cozinha me deliciar nos experimentos culinários. Mas tinha uma questão: eu não sabia fazer nada. E a minha mãe também não. Paralizada de frente aos seus livros de culinária, e especialmente um certo livro azul (que merece um post itself), eu tomei a atitude mais nobre e certa do mundo: liguei para a minha avó mais linda do mundo.

- Vó, como que faz (arroz, angu, frango, macarrão, etc e tal..)?
- É assim, minha filha: - - - - - - - -, faz isso e me liga.
- Ok, te ligo daqui a pouco.

E assim foi. Muitos anos e muitos telefonemas depois, eu aprendi a cozinhar. Mas mesmo até o ano passado, já morando em Viena, eu sempre ligava para a minha luz quando surgia alguma dúvida. Ela sabia que eu já estava no nível de me virar sozinha.


Mas as aulas de culinária não pararam por aí. Nesta mesma época eu tinha uma companheira inseparável, a Leandra. Na boa intenção de estudar matemática juntas (oh God!), nós nos reuníamos pelo menos 2x por semana na casa dela, ou na minha casa. Almoçávamos, fazíamos brigadeiro, e então começávamos a estudar; aliás, depois de paquerar o vizinho, de ligar para alguém para perguntar qual era o dever de casa, de dormir um pouquinho depois do almoço (Ah! Tínhamos que descansar também, né?), então já era quase hora de ela ou eu irmos embora, fazíamos o dever rapidinho e de qualquer jeito. Resultado: o brigadeiro ficou cada dia melhor, aprendemos a fazer peixe frito, batatas fritas, engordamos horrores, no fim do ano fizemos aula particular com o (santo) Rinaldo e, pasmem, repetimos o ano porque, afinal, matemática é muito difícil... 

...fácil é cozinhar!

8 comentários:

  1. epaaaaa, curgete e abobrinha sao duas coisas diferentes!

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  2. ps. eu fui correndo comentar da curgete sem acabar de ler o post todo rsss (culpa! rs):

    Adorei. Três coisas:

    1) Eu tbm fiz muito isso qdo me mudei para Lisboa: mãe como se faz bolo gelado? e ela me dava a receita passo a passo e eu fui me virando...se bem que macarrão (spaguetti) eu já sabia fazer de tanto ver a minha mãe seguir aquele ritual: agua fervendo, QUEBRA o spagueti em mil pedacinhos, enxarca a agua de ÓLEO e pronto. Até que um dia, eu morando com o Graziano (romano) aqui em Lx, resolvo fazer uma massa (odeio a palavra 'macarrão' sorry) e qdo começo, ouço um grito do Graz, com cara do mais absoluto horror:

    "O QUE ESTÁS A FAZER?? N-U-N-C-A se quebra a massa ou se coloca oleo na massa!!!" aprendi uma lição pro resto da vida.

    Estes dias vendo um filme (mto bom) brasileiro chamado "estômago" tem uma cena que o chef italiano ta ensinando o aprendiz de cozinheiro a fazer massa e ele diz "NUNCA se coloca azeite na agua viu? Macarrão com oleo é coisa de MACARRÃO VAGABUNDO!" ahahaha

    Aliás, eu nunca aprendi a fazer o molho das massas, você sabe? os meus sempre ficam vagabundos e depois que eu morei com o Uwe e vi ele fazendo durante 9 meses aqueles molhos super elaborados para um simples spagueti, aí nunca mais aprendi mesmo. (culpa!)

    2) Eu tbm faço parte destas pessoas que preferem limpar 250 banheiros que tirar pó de uma estante.

    3) AMO suflê de curgete ou qualquer coisa com as palavras "curgete" e "suflê" no meio. O seu ficou com uma cara esplendorosa.

    E sobre o post anterior:

    CHAMPANHA??? pra mim "champanha" sempre foi uma coisa associada às classes mais desfavorecidas, tipo o "pobrema". Que coisa mais horrorosa. Marcos Bagno que me perdoe.

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  3. hahahaha, adoooro os comentários do Wellvis, preciso conhecê-lo!!

    Vamos ao post.

    (1) Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!!! Parecia que eu estava escutando vc contar!!!!! Saudade monstra.
    Vc sabe que eu não lembro dessa reunião familiar? Quer dizer, eu sei que eu participei dela, eu lembro dessa fase mega maxi pindaíba, mas, parece-me apenas um flash de filme...eu e meus apagões de memória. E só para constar, vc ficou com a parte fácil das tarefas pq papai e mamãe ficavam com dozinha da caçula. Ódio.

    (2) Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa, vó Duca mais linda do mundooooo!!!! Acho que ela devia receber telefonema de dúvidas culinárias todos os dias...a última foi sobre carne moída. Ainda estou um nível abaixo Kell, hehehehehe....

    (3) Qto ao suflê de sei lá o que/abobrinha, argh! Como já disse, mil vezes bife com batata frita.

    (4) E aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa, vc está usando o avental de vaquinha do casoriooooooooooooooooooooooooooooooo!!!!! Amei!

    Love u pra chuchu!!!!!! Quer dizer, love u pra filé mignon!!!!!!!!!!!!!!!!!

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  4. Well, pode checar lá no Houaiss: courgette (escrito assim mesmo)é um substantivo feminino que significa abobrinha! Vem do Francês (1929), de courge, que é abóbora! E não me venha com abobrinhas judaizantes! hahahahaha :P
    Essa de massa sem óleo eu tb aprendi com a Soninha (italiana), mas afinal não resisto e ponho sempre pelo menos um fio de azeite - não tem jeito!!! Agora, pelo menos eu aprendi a não quebrar, mesmo que me irrite PROFUNDAMENTE o fato de o macarrão demorar um tempinho para caber todo na panela... E o suflê de ontem ficou supimpa!!! :D
    Lê, ninguém nunca me protegeu naquela casa, ok? Sou caçula mas sempre limpava o banheiro, sim sra! rsrsrs

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  5. Aaaaaaaaaaaaaaaaa limpava...logo depois que vc arrumava a sua cama.

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  6. Aodrei o post!
    E confesso que estou com água na boca!!!

    Faz um outro post com a receita!!! A foto do suflê ficou ótima!!!
    Seu suflê é muito foto gênico... hehehe

    Beijinhos!

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  7. Ju, clica no escrito em vermelhinho "Suflê de courgette" que vai abrir o link da receita! Que bom que vc gostou! beijocas

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  8. RUÁIS meu cú!
    Adoro curgete (à portuguesa. de novo, RUAÍS meu cú)e adoro abobrinha, sei quando como um e quando como outro. O povo não diz que "abacaxi" e "ananás" são a mesma coisa? e "pêssego" e "alperce" tbm (pra mim é, alias rs)é? Então, não é o que o dicionário da Porto Editora diz! Então eu bato o pé e repito: abobrinha NÃO é curgete!

    PS. 1) porque nao recebo os comentarios no meu email? vc desativou essa opção?

    PS. 2) Lê, você escreve idêntico a Raquel!! ahaha seu nome não é Rutinha não? rsss ouvi falar muito de você já, tenho certeza que a gente ia ser dar bem :)

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